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BIOGRAFIA

Prémio RFI Discovertes em 2015, a jovem, nascida na ilha de Santiago, trabalhou a sua técnica vocal na simplicidade dos cantos da igreja. Aprimorou a sua cultura musical ao oferecer um programa na rádio local do Maio, onde cresceu após a morte do pai, apoiando a mãe, vendedora ambulante. Defensora tenaz e feroz do direito à educação, Elida deixou o mundo rural para compor canções amorosas e preocupadas. Desde o início que a sua frescura e a sua voz calorosa apelaram – uma das suas primeiras obras (Nta Konsigui) apareceu imediatamente nos créditos da famosa série televisiva portuguesa A Única Mulher. Se existe um “berço de ouro”, este não lhe foi dado à nascença: Elida Almeida tece-o com graciosa obstinação.

 

Elida seduz desde seu primeiro álbum e sua música Nta Konsigui (2,7 milhões de visualizações no YouTube), com sua voz quente e suave ao mesmo tempo, capaz de exultar com potência. Ela se estabeleceu no cenário musical mundial da Europa, África e América do Norte.

 

No seu segundo disco, Kebrada, que leva o nome da aldeia onde passou a infância, afirma a sua identidade africana, temperando com energia latina os ritmos cabo-verdianos do batuque, funaná, coladera e tabanka.

 

Depois de se firmar como musa de uma nova geração em seu álbum anterior (Gerasonobu), há dois anos, a fogosa e sedosa Elida Almeida, com composições deliciosamente suaves, sonha ser, modestamente, como alto-falante, como palavra de seu “pequeno país”. ": Cabo Verde.

 

Oito anos depois da estreia, em 2014, Elida Almeida mede o quão longe já chegou. É assim que ela chama seu quinto álbum de Di Lonji. “Venho de muito longe”, ela confirma. De um país que, até há poucas décadas, nem sequer estava inscrito no mapa mundial... Venho sobretudo do interior da ilha de Santiago, de uma paisagem tão profunda, tão remota, que a maior parte dos seus habitantes nunca a abandonam. Visitei 50 países, ganhei

inúmeros prémios, distribuí as minhas criações em quatro continentes…” Um destino extraordinário, pelo seu talento e pela sua tenacidade. Este percurso excepcional – Elida está convencida – deve-o a raízes sólidas, às suas figuras tutelares que homenageia, com infinita ternura, neste disco, um colar de pérolas íntimas finamente trabalhadas.

 

No ano em que celebra 10 anos de carreira, Elida Almeida lança o seu primeiro disco em vinil. Uma década única, um vinil de luxo. A cantora de Cabo Verde, que há 10 anos conquista o mundo inteiro, assinala este momento especial, com uma edição exclusiva e limitada de “Di Longi”, o seu último disco.

 

O novo disco de Elida Almeida, “Spedju”, afirma-se como um espelho íntimo e simbólico que reflete, simultaneamente, a sua relação com a recente maternidade e o tempo de gestação, não apenas de uma vida, mas também de uma obra artística. Enquanto gerava um filho, Elida Almeida gerava também este disco, num processo paralelo de criação, transformação e revelação.
O espelho surge como companheiro real e metafórico, testemunha silenciosa das mudanças do corpo, das inquietações do futuro, das incógnitas e dos receios assumidos. “Spedju” é um olhar profundo para dentro, um atravessar dos reflexos no tempo, onde a artista se permite ver e mostrar, sem filtros.

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